Pois é… a única coisa que as elites tem a oferecer neste momento à juventude européia e norte-americana é crack, cocaína, ópio, maconha e outras porcarias igualmente destrutivas. Nenhuma novidade. Tudo continua como no tempo da expansão do Império Romano.
Antes de conquistar militarmente as tribos gaulesas, germânicas, etc… os romanos introduziam o vinho nas mesmas, produto cujo vício tornava as sociedades dependentes do comércio com Roma e enfraquecia a capacidade de organização e resistência militar dos aldeões. Julio Cesar, em seu livro Bellum Galica destina um capítulo a descrição dos usos e costumes de alguns destes povos bárbaros e repreende com vigor uma tribo no alto dos Alpes, já fora da Itália, que se recusava a permitir o comércio e consumo do vinho romano e sempre dificultava a passagem das tropas de Roma pela região obrigando-as a lutar, a pagar pela passagem ou a contornar a região.
Que os romanos, séculos antes de Cristo, fizessem isto com outros que consideravam bárbaros é algo que consideramos bastante reprovável. Mas o que fazem hoje as elites com seus próprios povos é simplesmente ultrajante, monstruoso, inominável. Afinal, nem mesmo os romanos, que eram brutais e cruéis, eram brutais e cruéis o bastante para deliberadamente destruir as vidas de seus próprios concidadãos usando tamanha perfídia (exceto quando eles estavam em Guerra Civil, pois que nesta tudo é permitido). E nós outros, civilizados cristãos pós-romanos? Estamos em guerra civil (como disse Karl Marx) ou não? A julgar pelo que tem sido feito, só posso concluir que sim.